domingo, 19 de outubro de 2008

MUNDO CORPORATIVO

Todos os dias, a formiga chegava ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente Leão estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O Leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões.
O Leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente Leão, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o Leão, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
E adivinha quem o Leão mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Fonte: Internet.

A LIÇÃO DO PIAUÍ

O segredo do modelo de sucesso revelado numa escola particular no estado mais pobre do País, que alcançou o primeiro lugar no Enem, foi ela ter reproduzida com sucesso idéias que os acadêmicos do mundo inteiro vem afirmando nas últimas décadas ser a condição necessária para um ensino de qualidade: investimento na formação e atualização dos professores, incentivando-os e cobrando-os.
Na escola campeã (Instituto Dom Barreto em Teresina/PI), os professores não se apresentam aos estudantes sem antes assistir a aulas com os próprios autores dos livros didáticos para ensiná-los a fazer o melhor uso do material. Exige-se ainda do corpo docente que execute um roteiro detalhado para as aulas regulares. Resultados: aulas de alto nível, alunos assimilando melhor o conteúdo das matérias e conseqüentemente desempenho acima da média.
O exemplo está aí para ser copiado. Se deu certo no estado no estado mais pobre do País tem que dar certo também nos demais estados e regiões. Basta as autoridades arregaçar as mangas e mudar esse quadro disseminando o bom exemplo.

Fonte: WEINBERG, Mônica; TODESCHINI, Marcos. A Lição do Piauí. Veja On Line 28 fev. 2007. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/280207/p_092.shtml>. Acesso em 19 out. 2008.

VÍRGULA - Um mero detalhe!

Campanha de comunicação dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa, comemorado em 7 de abril de 2008.

A vírgula pode ser uma pausa ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.


Fonte: Portal da Propaganda. Disponível em: http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/04/0002?data=2008/04. Acesso em 19 out. 2008.

PROFESSOR DO SÉCULO XXI

Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção (FREIRE, 2008, p. 47).

Ter muitos títulos não significa que o indivíduo é um bom professor e também uma boa aula não se resume àquela que é dada por um professor que fala muito bem aos seus alunos. Para ser bom no que faz, ele precisa, como qualquer profissional de outras áreas, ter capacidade de aprender e lidar com as transformações, mantendo-se constantemente atualizado e, mais ainda, saber lidar com as diversidades de pessoas e situações. Esse modelo de professor deve ter uma preparação com estratégias didáticas adequadas e tornar suas aulas prazerosas utilizando-se, por exemplo, de multimídias e vários outros recursos interessantes da modernidade. Vale lembrar que o uso desses recursos por si só não são suficientes para marcar o bom professor. O que vai marcar mesmo é a sua capacidade de promover a comunicação entre os alunos e melhorando a qualidade da relação professor/aluno.

Fonte: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo. Paz e Terra, 2008.
SALOMÃO, Graziela. O profissional do século XXI. Revista Época OnLine de 3 fev. 2006. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1124524-1655,00.html. Acesso em 19 out. 2008.